13.4.09

A beginning.



Pois é, comecei isso e resolvi continuar, me traz paz de espírito.

I - Meu Prédio Amarelo

Eu subi a ladeira como sempre, sem pressa. Afinal, se eu subisse rápido demais chegaria na escola suada, e com certeza não era o que eu queria.
Era o primeiro dia de aula do ano, mas nada ali era novidade pra mim. Eu já tava no segundo ano naquele colégio e familiarizada com tudo, até com o tradicional trote que era feito nos alunos novos. A tática era pintar os rostos novos com tinta guache, alguns deixavam outros não. Ano passado eu fui uma das que deixaram, não quis fazer muito alarde assim passei um pouco despercebida. É claro que esse trote não tinha o apoio do diretor, mas a quetão é que todo ano tinha e esse ano não seria excessão.
Continuei meu caminho com destino ao já conhecido prédio amarelo. Em frente havia um enorme degrau onde a gente sempre se sentava, e que já estava cheio de gente.
Na maioria das vezes eu chegava primeiro, mas hoje foi a vez dela. Ela é a Ester. Sabe aquela amiga da escola que você anda sempre grudada? Nós éramos assim. na verdade eu me sentia mais grudada a ela, do que ela a mim e isso me incomodava um pouco.
Quando me viu, ela acenou para que eu pudesse vê-la, mas já a tinha visto muito antes. Ela estava sentada no grande degrau com as pernas cruzadas pra cima, os cabelos compridos bem escuros caindo pelos ombros, a camisa branca do uniforme desaparecendo em sua pele pálida, seus olhos verdes em mim, observando enquanto eu me aproximava. Sim, ela era bem bonita.
Eu cheguei perto, sentei e nos abraçamos durante uns 2 segundos ali mesmo. Então, ela disse:
- Oii, Lílian!
- Oii!
- E aí, como foram as férias? Passou tão rápido! Tenho tanta coisa pra te contar!
"Será que tinha mesmo?" - Eu pensei.
Ester me ligou as férias inteira de dois em dois dias relatando com quantos ela havia ficado enquanto passava uns dias na casa da tia.
- Aham, depois você me conta. Já viu sua turma? Ficamos juntas?
- É, eu vi. Ficamos, sim! - Meio chateada por não contar as novidades agora.
- 2003! Nem conheço muita gente pelo nome, e você?
- Não, não. - Indiferença em sua voz.
Nesse instante o sinal soou abafado lá dentro. Nós nos levantamos e caminhamos em direção ao colégio. Mal sabíamos como certas coisas estavam para mudar a partir deste momento.

xoxo

Um comentário:

  1. Nossaa!!! profundo heim... gostei!!! quando vc escrever um livro vou querer um autografado!!!
    Só não escreva um das nossas aventuras pq eu juro que morro de medo do que vc possa escrever... hehehe

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